quarta-feira, 29 de novembro de 2006

terça-feira, 28 de novembro de 2006

SERVINDO HOJE PARA GENTE DE HOJE

"Quão formosos sobre os montes são os pés do que anuncia as boas-novas, que proclama a paz, que anuncia coisas boas, que proclama a salvação,
que diz a Sião: O teu Deus reina!"
(Isaías 52:7)
Anunciar o evangelho é a missão de todo cristão. Porém, interessante notar que as épocas, os povos, as regionalidades, os costumes dentre outros
fatores variam demais e por isso, não dá pra haver um padrão na divulgação da Palavra. Até Jesus, quando tratava em parábolas, usava elementos
de conhecimento dos seus ouvintes (Joio, trigo, figueira...). Isso por qual motivo ? Para que, muito além da simples teoria, houvesse um elo que vinculasse o
ensino à vida prática daqueles que recebiam a mensagem e, desta forma, ela pudesse ser entendida e aplicada.
Aliás, recebi hoje uma interessante mensagem que continha a seguinte frase: "Já se perguntou porque você nasceu nesta geração ?"
De fato, por algum motivo, não nascemos na época do profeta Isaías ou do apóstolo Pedro. Por algum motivo, não estamos na África. Por algum motivo, somos homem ou mulher, morando na Rua X, convivendo com tais e tais pessoas, desenvolvendo profissão Y e dom Z.
Isso significa que todo o conjunto de caractarísticas que hoje reunimos vem do "kit-contexto" de nossa existência. Portanto, temos facilidades em nos interessarmos por determinadas coisas em detrimento de outras. Imagine só você perguntando a Davi em sua fase infanto-juvenil o que ele gostava de fazer nas horas livres. Certamente que ele não iria dizer que "curtia jogar playstation", assim como se você perguntasse hoje a um garoto qual é o seu lazer preferido, não iria ouvir dele "brincar de espadas de madeira", costume da Grécia antiga e do Império Romano. Estava lendo hoje também sobre igrejas que causam polêmica por contextualizarem seus hábitos. Algumas promovem, dentre outros eventos, baladas gospel, funk e capoeira, com o objetivo de atrair o interesse dos jovens e assim, propagar o evangelho.
Certo é que não devemos esculhambar. Não é porque o fim é nobre que vamos deixar de tomar cuidado com o meio. Não temos que pregar a qualquer custo, "pagando" o preço de um escandaloso método de divulgação. Afinal, de que isso adiantaria ?? Por outro lado, devemos acordar para a realidade à nossa volta, abrir os olhos e ver que se
não houver uma atualização saudável nas missões realizadas, provavelmente o mundo (que sempre estará em "sintonia" com a humanidade) interessará mais do que discursos complicados e cansativos.
Assim, somos convidados a sermos servos de Deus no hoje, falando em linguagem acessível para gente do nosso tempo aquilo que o Senhor quer para todas as pessoas, em todas as eras: Salvação e vida abundante.

REPETIÇÃO OU PERSEVERANÇA ?

"Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.
dizendo: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava os homens.
Havia também naquela mesma cidade uma viúva que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.
E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens,
todavia, como esta viúva me incomoda, hei de fazer-lhe justiça, para que ela não continue a vir molestar-me.
Prosseguiu o Senhor: Ouvi o que diz esse juiz injusto.
E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?
Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"
(Lucas 18: 1-8)
Dias atrás eu estava questionando Deus: Por que, Senhor, tem momentos que a gente ora, ora, pede e acaba pedindo a mesma coisa várias
vezes pra ser atendido ?? Tá certo que é importante verbalizar, mesmo sabendo que o Pai conhece nossos pedidos, mas... e as repetições ??
Foi quando me deparei com o texto bíblico acima. Refletindo sobre a orientação de Cristo, entendi que provavelmente o termo correto não seja "repetição",
palavra que usei em minha inquietação, mas sim, perseverança.
Afinal, a parábola demonstra que, se a insistência dirigida a alguém sem Deus e sem amor ao próximo pode fazer mover até mesmo a própria opinião
da pessoa, que dirá do coração do Senhor, que sempre se move em favor dos seus filhos ??
Assim, o empenho de quem deposita dioturnamente através de orações seus pedidos no altar, geralmente confirma ainda mais a fé, tendo em vista que o objetivo
resiste ao tempo com o mesmo fôlego. Isso sem contar que, por vezes, mais do que o pedido atendido, Deus quer aprimorar nossa resistência. Portanto, que não
venhamos a desistir de nossos anseios, sabendo que aquEle que está recebendo as petições é suficientemente poderoso para atendê-la, passe o tempo que passar.